segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A INTERAÇÃO ENTRE PROFESSOR E ALUNO NA EDUCAÇÃO INFANTIL- PRINCIPIO DAS DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO.

(Texto para a revista aprender, confeccionada para a segunda prova do 2º período/2013)
O desenvolvimento Social a partir do que determinam as diretrizes pedem que a relação seja contextualizada por uma visão e participação maior de todos envolvidos na educação. Segundo o conceito amplo de educação, ela é um processo que ocorre com toda interação social, isso implica troca de informações e conhecimentos com modificação de comportamentos.
A criança deve ser constantemente estimulada para se tornar um ser criativo, independente e capaz de encontrar respostas para suas indagações. Nesse processo a importância da dimensão interativa vem sendo, desde há muito tempo, ressaltada pela psicologia (Mead, 1934; Piaget, 1977; Wallon, 1945).
Deixando claro que a cooperação intelectual em torno de um problema comum é fator fundamental no desenvolvimento. As trocas de parceiros: adulto/criança e criança/criança, são não só valorizadas como incentivadas na medida em que resultam, na experiência humana, em conhecimento do outro e em conhecimentos construídos com os outros. Assim não resta duvida de que a abordagem da aprendizagem escolar em termos de interação é de fundamental importância.
Assim sendo, a convivência educador-educando é uma forma de interação motivadora para o processo educativo infantil, uma vez que é no plural que os singulares elaboram conhecimentos. Por isso, o professor precisa analisar a todo o momento sobre sua prática, fundamentando-se em uma base teórica e sólida.
Hoje, o educador reconhece até onde pode ir no conhecimento prévio de cada atividade, nesse sentido a dinâmica da aprendizagem que envolve a ligação professor-aluno deve chegar a todos os aspectos, visando assim as suas condições de vida, com a escola, o discernimento e compreensão do conhecimento sistematizado a ser aprendido.
É fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. (Freire 1996, P.43)
Com base no autor, não fica dúvida acerca de que na formação docente é de grande importância que o profissional tenha consciência de que o pensar de forma correta não é nenhum presente, e nem é como receita de pudim de açaí, ao contrário, ele supera os gigantescos desafios dessa profissão, e que existe necessidade de querer e buscar o que se pretende no âmbito da profissão.
A relação entre ensino e aprendizagem no âmbito infantil recebe uma cobrança maior de um ensinar menos mecanizado e com formas magicas. Requer atualizações no formato da transmissão da arte de ensinar. A relação hoje precisa de uma interação que leve o aluno e educador a entender que o processo aprendizagem acontece de forma recíproca no qual todos os envolvidos tem papel de destaque.
O compositor e músico Gabriel Pensador na canção Estudo errado fez a seguinte contribuição: “O ideal é que a escola nos prepare pra vida, discutindo e ensinando os problemas atuais e não me dando as mesmas aulas que eles deram pra os meus pais.” (1995).
Desta forma, as relações entre educador e educando envolvem comportamentos intimamente relacionados, em que atitudes e comportamento de um promovem as do outro. O aluno não é um HD de um computador, um fichário ou uma maleta. Pelo contrario é um individuo com varias possibilidades de compreensão, cheio de expectativas e possibilidades de intervir e contribuir para que o ensino seja atrativo e não monótono. Assim como o professor o educando deve ser olhado como sujeito interativo e ativo no processo da educação. O trabalho do professor em sala de aula, bem como seu relacionamento com os alunos é expressado pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura.

MARQUES. Jair Junior conceição, 2013.

MÍDIA E EDUCAÇÃO

(Resumo para encontro de Letras/2013)
A educação sonhada de um conhecimento que motive o individuo a se tornar um pesquisador e não apenas um recebedor de conhecimento, contou sempre com a parceria das mídias que evoluíram com o tempo. As crianças durante anos consumiram-se das curtas mensagens televisivas, habituaram a pegar os estilos nas falas, aspectos técnicos e estéticos. Em pesquisa feita nos anos 80 Greenfield (1980) constatou que crianças que viam muito a programas de tv tem uma melhor aptidão na criação de conceitos, de contextualizarem no meio onde viviam. Hoje com novas capacidades cognitivas e perceptivas, anotam o que veem em um vídeo, elaboram perguntas para animar um chat; fazem uso da interatividade possível a partir dos anos 90. Aquilo que se dizia da televisão e vídeo game nos anos outrora, nos dias atuais se fala das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Com a força que vem tendo tais mídias e a proporção que é utilizada, surgem também as competências de como melhor usar e planejar o tempo, tarefas, testes, formulários, etc. Talvez esse fascínio e robotização sejam carregados de alguns males como, a mania e a dependência, com facilidade as pessoas se desligam das relações físicas e socioafetivas ligando-se à realidades virtuais unicamente. Esse processo social impactante tem sido estudado a partir de diferentes abordagens, vendo que a penetração dessas “máquinas inteligentes” em nossa vida social é incontestável.

Palavras Chaves: Educação, Mídias e Social.

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BELLONI, Maria Luiza. / O que é mídia é educação? 2005.
MARQUES. Jair Junior Conceição
Professora orientadora: Marcia Bandeira.

QUE PAIS É ESSE

(Resumo para semana acadêmica/2013)
Em pleno período de ditadura militar no Brasil, os jovens, almejante de mudança e ainda sedentos de vingança gritam uma canção que faz alusão a um “Brasil Perdido”. Ao estilo cordel a musica Faroeste Caboclo manda um recado. Narra à história de João de Santo Cristo, negro, pobre e nordestino. De infância sofrida, junta dinheiro e vai a Salvador. Com sorte vai a Brasília. Começa a trabalhar, ganha pouco e se envolve com o trafico, vira ladrão e é preso. Tenta mudar quando conhece Maria Lucia. Cruza com traficante Jeremias. Um encontro entre os dois é marcado. Jeremias acerta um tiro em João que antes de morrer; mata Jeremias e ver Maria Lucia jurar-lhes amor antes de também partir. A letra da musica mostra a juventude de ontem e hoje sedenta de mudança de um país que vive sua democracia a partir da utopia de sua constituição e os valores requeridos na sociedade pelo homem.

Palavras Chaves: Brasil, democracia e juventude.

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RUSSO, Renato. Faroeste Caboclo. 1979.
MARQUES. Jair

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Texto Lido na Missa de 7º dia ao Marcos Raphael

Boa Noite;
Para falar do Marcos as mais bonitas palavras são as mais simples que expressam o que foi e o que é pra nos, O que foi, foi melhor que cada um podia ter e o que é faz dele um imortal que jamais será esquecido. Uma história que em 2002 cruzou com a do grupo SMG e transformou-se no poema nunca visto igual, na canção experimentada e escrita por cada um que tem lembranças e muito a agradecer por tê-lo conhecido.
Faço uso das palavras do poeta Manoel Bandeira, trocando a personagem Irene pelo Marcos e dizendo;
Marcos preto, Marcos bom, Marcos sempre de bom humor.
Imagino Marcos entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Marcos. Você não precisa pedir licença.

E falo isso para dizer que a simplicidade e a alegria sempre o fizeram e não me lembro de ter visto desviar dessas virtudes em nossas batalhas diárias, mesmo quando o momento não nos era favorável. No grupo SMG o segundo dia de grupo dele já foi viajando para Vigia de Nazaré para entregar alimentos arrecadados de porta em porta pelos bairros vizinhos, foi líder da confecção do mingau que era vendido para comprar túnica, foi líder da limpeza da sala, líder do grupo de apoio e coordenador geral por duas vezes. Uma liderança participativa, pois seu senso de justiça era algo bem “mauriano” para citar nosso padre Mauro que sempre foi um norte em nossa caminhada. Marcão Primeiro quis ser franciscano mais encontrou em outro Antônio, o Maria Zaccaria que o chamou ao seminário, em Benevides foi pra fazer o que sempre fez com facilidades que foi novos Amigos, o padrinho dele bem disse no enterro que não era pra ser padre e sim Anjo como hoje é. Além de coroinha e seminarista, foi: Catequista, funcionário da Basílica no dízimo, Centro social e sacristão aqui na capela.
Carlos Drummond de Andrade disse em seu poema intitulado: Pra sempre. “Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho”. As noites mal dormidas por nos, trouxeram-nos essa incapacidade de entender e querer esse ser Deus do mundo de Drummond, pois um de nos sendo Deus desse mundo: Marcos com 27 anos e tanta parceria conosco, não morreria. Mas tomo a liberdade pra dizer, por tudo que já ouvir (e li no whatsapp) dos Ghidinis que uma lei esta sendo baixada em nossas reuniões que já estão acontecendo. Para amigo do Marcos, Marcos não Morre. E das musicas admiradas pelo Marcos, uma diz “Que não existe adeus. Enquanto um de nós ficar aqui!” Fica vivo e presente em nossas atitudes de missionário, o olhamos como mais um intercessor e se o Ghidini era a regra em carne e osso na oração pós comunhão, o Marcos foi a regra em carne e osso de ser Anjo na terra. Foi muito mais que um amigo, foi um anjo que o senhor enviou.
Concluo dizendo que já sabíamos de ouvir falar que no céu Deus está montando um timaço com os melhores, agora temos certeza que isso é verdade, pois levou o zagueiro do SMG.
Servo de Deus Serafim Maria Ghidini, Intercedei por nós! São Tarcísio, Rogai por nos!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ação (ora)

1 “Pela janela do quarto, Pela janela do carro, Pela tela, pela janela, Quem é ela? Quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado”.
2 Essa letra acima da Adriana é verdade em muitas situações nossa do dia-dia, ficamos só olhando muitas realidades que são nossas como se nós fossemos apenas espectadores, São Paulo disse “A Fé sem obras é morta” outro pensador mais místico deve ter espalhado por ai que apenas a fé resolve, pois em muitas situações acreditamos que devemos só esperar... 3 Esperar e olhar acabam deixando-nos como coadjuvantes de nossa historia ou ate pior “espectadores” quando o que devemos ser e protagonistas da nossa vida! Ator principal que não fica apenas olhando na janela e que se preciso ate pula dela e vai pra rua fazer acontecer!

O Beija Flor e o fogo na floresta.

Diz a lenda que havia uma imensa floresta onde viviam milhares de animais, aves e insetos. Certo dia uma enorme coluna de fumaça foi avistada ao longe e, em pouco tempo, embaladas pelo vento, as chamas já eram visíveis por uma das copas das árvores. Os animais assustados diante da terrível ameaça de morrerem queimados, fugiam o mais rápido que podiam, exceto um pequeno beija-flor. Este passava zunindo como uma flecha indo veloz em direção ao foco do incêndio e dava um voo quase rasante por uma das labaredas, em seguida voltava ligeiro em direção a um pequeno lago que ficava no centro da floresta. Incansável em sua tarefa e bastante ligeiro, ele chamou a atenção de um elefante, que com suas orelhas imensas ouviu suas idas e vindas pelo caminho, e curioso para saber porquê o pequenino não procurava também afastar-se do perigo como todos os outros animais, pediu-lhe gentilmente que o escutasse, ao que ele prontamente atendeu, pairando no ar a pequena distância do gigantesco curioso.
– Meu amiguinho, notei que tem voado várias vezes ao local do incêndio, não percebe o perigo que está correndo? Se retardar a sua fuga talvez não haja mais tempo de salvar a si próprio! O que você está fazendo de tão importante?
– Tem razão senhor elefante, há mesmo um grande perigo em meio aquelas chamas, mas acredito que se eu conseguir levar um pouco de água em cada voo que fizer do lago até lá, estarei fazendo a minha parte para evitar que nossa mãe floresta seja destruída.
Em menos de um segundo o enorme animal marchou rapidamente atrás do beija-flor e, com sua vigorosa capacidade, acrescentou centenas de litros d’água às pequenas gotinhas que ele lançava sobre as chamas.
Notando o esforço dos dois, em meio ao vapor que subia vitorioso dentre alguns troncos carbonizados, outros animais lançaram-se ao lago formando um imenso exército de combate ao fogo.
Quando a noite chegou, os animais da floresta exaustos pela dura batalha e um pouco chamuscados pelas brasas e chamas que lhes fustigaram, sentaram-se sobre a relva que duramente protegeram e contemplaram um luar como nunca antes haviam notado.